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29 de abril de 2020

Em meio à pandemia, confiança do consumidor cai 10,1% em abril e inadimplência atinge 21,6% das famílias paulistanas


SincomércioBS sugere que comerciantes ampliem as opções de pagamento, tendo em conta que 63,3% dos entrevistados afirmaram que veem no cartão a forma mais vantajosa

Diante da quarentena implementada na cidade de São Paulo, em razão da pandemia do coronavírus, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou pelo segundo mês seguido, -10,1% em abril – de 124,6 pontos em março para os atuais 112 pontos. O Índice de Consumo das Famílias (ICF) também sofreu baixa após estabilidade em março, -7% – 98,8 pontos em abril ante os 106,2 pontos de março.

De acordo com o SincomércioBS, houve piora na percepção das condições econômicas atuais em razão da crise mundial provocada pelo covid-19. Além disso, 63,7% das famílias da capital paulista permanecem endividadas em abril; sendo que 21,6% estão inadimplentes, ou seja, com as contas em atraso, são 852.538 lares nessa condição.

Contudo, a Entidade acredita que esses números não devam subir tanto nos próximos meses, pois há controle de crédito por parte das instituições financeiras, que já passaram a restringir financiamentos, por conta da crise. Por outro lado, 87,5% dos consumidores também sinalizaram que não pretendem contrair empréstimos nos próximos três meses.

Um ponto relevante, é que 63,3% dos entrevistados consideram o cartão (débito, crédito à vista ou parcelado) a forma mais vantajosa no momento, ainda que por meio eletrônico, é o maior porcentual desde que a pergunta foi introduzida na pesquisa em setembro de 2019.

Nesse sentido, o Sindicato reitera a recomendação para que os comerciantes sigam disponibilizando meios de pagamento alternativos por meio online como PicPay, mercado Pago, AME, por exemplo, para que não haja a necessidade de contato físico com a maquininha de cartão. E em paralelo, também buscar as empresas de cartão/pagamento que disponibilizem melhores retornos nesse momento delicado, onde manter o giro do fluxo de caixa é ainda mais desafiador.

O SincomércioBS lembra que é importante o empresário renegociar dívidas, revisar e pedir desconto tanto aos fornecedores quanto no pagamento dos aluguéis. Além disso, deve fazer promoções para não ficar com estoques elevados.

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