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17 de julho de 2020

Linhas de crédito emergenciais precisam estar mais acessíveis aos pequenos empresários


Mesmo com as recentes liberações de linhas de crédito pelo governo federal, são recorrentes as queixas de pequenos e médios empresários, que continuam com dificuldade em obter esses recursos. Para o SincomércioBS, como essas linhas disponibilizadas recentemente foram pouco utilizadas no passado, os gerentes de bancos, muitas vezes, desconhecem os produtos e os procedimentos.

Os Recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por exemplo, só estão disponíveis pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Assim, o Sindicato entende ser preciso ampliar essas redes, uma vez que o programa já autorizou a operação de todas as instituições públicas e privadas – bancos, cooperativas, fintechs – para esta linha, e tem dialogado com a Febraban, nesse sentido.

Além disso, a Entidade solicita que os bancos operem de modo desburocratizado, por meio de análises mais rápidas, menos seletivas e com menos exigências. Outro entrave que precisa ser superado é que a concessão do crédito não seja condicionada à aquisição de outros produtos e à aplicação de taxas e seguros, já que essas práticas encarecem uma linha de crédito que foi criada com caráter emergencial com o objetivo de proporcionar sobrevida aos negócios.

O SincomércioBS avalia que é importante que os recursos cheguem às empresas com agilidade, tanto para que consigam manter os funcionários quanto para evitar um fechamento ainda maior dos negócios durante (e após) a crise. A estimativa do Sindicato é de que 44 mil pequenas empresas encerrem as atividades em 2020.

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