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18 de fevereiro de 2019

Na Baixada Santista, expectativa de vendas para o Carnaval é moderada


Ao observar as questões levantadas pelos gestores, o SincomércioBS esboça o cenário de faturamento nas nove Cidades

Inaugurando um novo segmento de pesquisas, o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SincomércioBS) ouviu, em fevereiro, a opinião de lojistas e consumidores da região em relação a expectativa para o Carnaval. Os resultados apontam que, no ponto de vista empresarial, o nível de vendas deve se manter homogêneo, sem grandes altas, nesse período prévio à festa nacional, conjectura compartilhada por 56% dos entrevistados.

Os que permanecem otimistas, e esperam lucro, somam 33% das respostas. No entanto, entre estes, o crescimento estimado pela maioria (38%) é tímida, sendo de, no máximo, 5%. Quem torce por faturamento entre 10% e 15% representa 33%, enquanto a faixa de 5% a 10% ganha a atenção de 28%. O grau moderado de confiança dos empreendedores pode ser notado, também, pela falta de adesão (0%) à opção “acima de 15%”.

Alternativa assinalada por apenas 11%, o principal motivo de uma possível queda nas vendas para grande parte dos empreendedores (83%) é o desinteresse do público pela data. A crise econômica—argumento que, normalmente, lidera essa colocação nos demais levantamentos realizados ao longo do ano pela entidade — angariou somente 17%.

Quando questionados sobre as ações que pretendiam implementar nos estabelecimentos com o intuito de atrair clientes, os comerciantes selecionaram, primeiramente, a decoração temática (64%). Em seguida, aparecerem na lista, respectivamente, as propagandas em redes sociais (61%), promoções e liquidações (59%), treinamento de funcionários (19%) e divulgação em TVs, rádios ou jornais (10%). “Não sei/nada” retrata a visão de 10% dos gestores.

No quesito produtos, a área mais atrativa, segundo 85%, é a de acessórios: brincos, colares, pulseiras e outros adornos ocupam as sacolas de compras durante a folia. Artigos de decoração, como bexigas e serpentinas, figuram logo após (40%), classificação superior à maquiagem (36%) e às roupas coloridas (34%). Nessas duas últimas perguntas, era possível optar pela quantidade desejada de réplicas.

CONSUMIDORES BUSCAM ADEREÇOS BARATOS

A prioridade é o preço: dentre as respostas positivas em relação aos gastos nessa época (55%), 37% valorizam descontos na hora de escolher a loja e 58% não irão desembolsar além de R$50,00. A forma de pagamento dos artigos será à dinheiro (58%), em aquisições realizadas nas lojas de rua (87%).

Há, ainda, 42% que consumirão nada relacionado à temática (3% não sabem). A razão por trás dessa preferência é o desinteresse pela data, para 87%, e a chance de economizar, para 13%.

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 14 de fevereiro, com 150 entrevistados (consumidores da região e empresas de segmentos relevantes) e possui caráter quantitativo, realizada pelo método de levantamento com amostra aleatória simples e estratificada.

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