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18 de agosto de 2020

Vestuário é a atividade mais afetada pela pandemia e deve fechar o ano com queda de 25% no faturamento


Estudo do SincomércioBS sobre a projeção do faturamento do varejo para 2020 indica que o segmento de materiais de construção será o segundo mais afetado

O faturamento do comércio varejista brasileiro deve terminar o ano de 2020 com queda de 6,7%. A redução, reflexo da pandemia de covid-19, impacta os setores de forma diferente e um estudo do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SincomércioBS) indica que as lojas de vestuário, tecidos e calçados serão as mais prejudicadas.

A atividade deve faturar R$ 111, 31 milhões neste ano, – 25,2% que em 2019. O pior mês, até o momento, foi sentido em abril, com recuo de mais de 81% nas receitas ante o mesmo mês do ano passado.

Os dados reforçam os prejuízos causados pelo fechamento das lojas físicas das atividades consideradas não essenciais em grande parte das cidades do Brasil. Somado a esse fato, a crise provocada pelo coronavírus aumentou o desemprego, diminuiu a renda de muitas famílias, e tudo isso impactou no consumo desses itens.

Esses lojistas foram obrigados a procurar novas formas de vendas desde o início da pandemia. O jeito para os varejistas já adeptos do mundo virtual foi intensificar as vendas no comércio eletrônico. As grandes redes até criam plataforma de integração entre o e-commerce e as contas nas quais os clientes recebem o auxílio emergencial — benefício do Governo Federal de R$ 600 durante cinco meses. Em compensação, aqueles que realizavam as vendas somente nas lojas físicas tiveram de entrar para o varejo virtual para não fechar as portas de vez.

Outras atividades

Além de vestuário, tecidos e calçados, o levantamento do SincomércioBS indica que o segmento de materiais de construção será o segundo mais afetado ao atingir R$ 105,549 milhões de faturamento, perda de 17,6% no faturamento neste ano.

Também devem ter queda no acumulado do ano, o faturamento de outras atividades (-13,3%); lojas de móveis e decoração (-13,3%); veículos, motos, partes e peças (-11,4%); e lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-8,1%).

Das oito atividades analisadas, apenas farmácias e perfumarias terão crescimento, de 2,8% e 5,4%, respectivamente. Sendo assim, farmácias e perfumarias devem faturar R$ 165, 4 milhões e supermercados R$ 706,4 milhões em 2020.

Esses estabelecimentos não sofreram restrições durante a pandemia e também aproveitaram as vendas na internet para se aproximar dos consumidores que aderiram ao isolamento social.

Estado de São Paulo

No estado de São Paulo, a atividade que deve registrar o impacto negativo mais incisivo em suas vendas deve ser a de concessionárias de veículos, cujo faturamento deve encolher quase R$ 19 bilhões ante o valor registrado em 2019. Lojas de vestiário, tecidos e calçados estão em segundo lugar dessa projeção e devem ter perda de 19,5%, ou seja, R$ 11,8 milhões, no faturamento deste ano em relação ao ano anterior.

Também no estado de São Paulo apenas supermercados e farmácias tendem a registrar aumento de receita em 2020, com aumento de 3,1% e 3,9%, respectivamente.

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